Numerologia Cabalística

CURSOS: Kabala Numerologia Tarô - Astrologia

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BRUXAS DE SALÉM

QUANDO A IGNORÂNCIA TRIUNFA

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 BRUXAS DE

SALÉM

 

A HISTÓRIA DE

SALÉM, 1692

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MUSEU DE SALÉM

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CD Aprendendo Numerologia em duplo sistema, Astrologia e Tarô.

Com livro dos Sonhos e outros temas.

INÉDITO:

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SALÉM, 1692

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      Tituba conta estórias para Betty e sua amiga 

                     (Museu de Salém)

 

Isso se explica pelo fato da família Parris ter uma escrava, Tituba, que  havia trazido de Barbados, lugar em que os negros mantinham crenças como o vodu.  Na verdade, Tituba era originária da Venezuela, de raízes indígenas, em cujas crenças acreditava. Fora levada para Barbados, de onde a família Parris a trouxe como criada.

 

Como não tinham lazer algum, elas se reuniam para ouvir estórias que Tituba contava de seu lugar de origem. Parece que certa vez Tituba as levou inocentemente para a floresta, no começo da noite, e dançou com elas, como faziam os negros em Barbados.  Essa transgressão, porém, pesou na consciência das meninas.  E por esse “crime”, as meninas começaram a se autopunir, tendo crises de choros, desmaios, catalepsias, convulsões e falta de concentração quando estavam no culto na igreja. Tinham pesadelos, e mesmo nos pesadelos as mocinhas – a mais nova com 9 anos e a mais velha com 16 – compartilhavam da mesma representatividade: viam um homem negro, muito alto, que as raptava e as  obrigava a assinar um livro de capa preta, que as tornaria um membro adorador do diabo. Como se recusavam, ele xingava, e as obrigava a assistir a uma cerimônia  onde muitas pessoas que já haviam aceito seu convite beijavam-lhe os pés e as mãos. 

 

Um objeto que

  acreditavam servia 

  para invocar o diabo. (MUSEU DE SALÉM)

 

A primeira a apresentar esses sintomas foi Betty Parris, a filha do reverendo. Como não encontrassem explicações para o fato, passaram a acreditar que ela estivesse possuída pelo demônio, a mando de alguém. Sua prima Abigail acabou confessando a dança com Tituba, e a escrava foi forçada, sob castigo, a confessar que o diabo estava se servindo dela para corromper as meninas. Ela foi a primeira a ser acusada de bruxaria, mas se safou da morte pelo fato de confessar o seu “crime” e reconhecer que o diabo a estava usando contra sua vontade.

Para se livrarem da culpa, elas começaram a acusar as pessoas do lugar de terem parte com o demônio. Às vezes olhavam fixamente para um ponto, com o olhar vazio, diziam que tinham visões onde viam algumas pessoas da comunidade participando do culto de adoração ao diabo, beijando-lhe as mãos e se submetendo aos caprichos dele. 

 

Considerando-se predestinados a herdar o reino dos céus, os puritanos viram nesses acontecimentos uma forte tentativa de Satanás para subverter essa predestinação, como na tentação de Jesus, onde ele prometia os reinos do mundo ao sagrado Mestre. Acreditavam ainda que o diabo vivia nas florestas próximas, aguardando a melhor ocasião para agir e destruir a comunidade, de modo que a dança na floresta não foi considerada somente uma transgressão aos rígidos princípios dos puritanos, mas um indício da vitória de Satanás sobre o Bem que eles representavam.

 

 

 

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